Três pequenos hábitos para manter o foco
QUEM NUNCA deixou de fazer algo importante pra ficar vendo besteira na Internet? A procrastinação nunca foi tão propagada e discutida, e esse texto do Leo Babauta sugere algumas técnicas para driblar o vício em Facebook e afins e se concentrar no que precisa ser feito. Dedico esta tradução ao meu namorado, que está cheio de coisas do mestrado pra fazer mas fica jogando SongPop comigo
TRÊS PEQUENOS HÁBITOS PARA MANTER O FOCO
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Serei o primeiro a admitir que me tornei vítima da armadilha da Internet – uma ferramenta poderosa e maravilhosa, que pode preencher o seu dia com distrações, um milhão de pequenas atividades “produtivas” que pouco importam, e constantes interrupções por mensagens e atualizações de status.
Quem não se torna vítima disto?
Estamos desperdiçando nossas vidas.
Então, como combatemos isso? Como fazer o melhor uso da grandiosidade da Internet (que me deu o poder para fazer o que eu amo) sem nos render aos seus poderes de distracção? Esta é uma questão que obviamente ocupou as mentes dos antigos, de Aristóteles a Lao Tzu (que era particularmente suscetível a Lolcats), sem que se obtivesse uma boa resposta.
Eu trago boas notícias. Existe um jeito. Não é sempre fácil, mas eu consegui, e se eu posso, qualquer um pode.
Bastam três pequenos hábitos:
1. Determine um limite de tempo. Pegue uma tarefa importante a fazer e determine um tempo limitado para realizá-la. Pode ser uma hora, 20 minutos, ou até mesmo 10 minutos, se estiver muito difícil começar. O limite de tempo ajuda a aguçar o seu foco. Se você tem um tempo limitado para fazer algo, você será forçado a decidir o que é importante. Também significa que você não está fazendo uma tarefa ilimitada que pode levar horas para ser concluída, e sim uma tarefa bem específica que terminará em X minutos. Determinar um limite também é bom para quando você decidir responder seus e-mails – 20 minutos para responder quantos e-mails você conseguir, por exemplo.
2. Feche tudo. Feche tudo o que puder no seu computador que não seja absolutamente necessário para o que você tem que fazer. Se você não precisa da Internet para escrever algo, feche. Feche o e-mail, todas as notificações e lembretes, todos os programas que você não precisa para realizar sua tarefa. Se você precisar deixar o browser aberto, feche todas as abas – favorite-as, ou salve-as para ler mais tarde em algum serviço como o Instapaper. Você sempre pode retornar a esses sites quando tiver terminado.
3. Faça uma pausa antes de trocar de janela. Então você fechou tudo, determinou um tempo limite para a sua tarefa e você está para começar… mas vem aquela necessidade de checar o e-mail, Facebook ou Twitter. Você quer ver o que está acontecendo no Instagram, Pinterest, Youtube. Pare. Faça uma pausa de 5 a 10 segundos. Este é o hábito chave que faz os outros dois funcionarem. Respire fundo. Pense se você realmente quer desperdiçar a vida fazendo essa coisas o dia todo, todos os dias, ou se você quer fazer algo realmente importante. Escolha o importante, na maioria das vezes.
Esses são pequenos hábitos que você pode seguir. Quando cumprir o seu tempo, você pode dar uma pausa de alguns minutos para checar seus sites favoritos, e então fechá-los de novo. Mas quando você está tentando se concentrar, pratique esses hábitos. Eles são um pequeno preço a se pagar para que sua vida não seja desperdiçada por distrações.
16o. Cultura Inglesa Festival
Também conhecido como “Franz Ferdinand de graça!”. O clima dos shows deste ano foi totalmente diferente do ano passado. Admiro a organização festival por topar trazer uma grande banda, em grande momento (lançando disco novo, único show na América Latina), para tocar uma única vez em um espaço público bem limitado. Mas é claro que deu confusão, 30.000 pessoas querendo entrar num lugar onde cabiam 20.000, e que tiveram de enfrentar uma fila gigantesca debaixo de sol para ver a banda… Enfim!
Para quem conseguiu entrar (como eu!) o festival foi maravilhoso. O Parque da Independência é um dos lugares mais bonitos de São Paulo, ideal para shows pois é uma ladeira, dá pra ver o palco de qualquer distância, excelente a ideia de fazer um festival lá. Fora que dava pra sentar na grama, fazer piquenique e hidratar bem com a distribuição gratuita de água. We Have Band estava tocando quando cheguei. Não conhecia, só tinha visto um clipe antes de ir pro festival. A banda é animada, as músicas são dançantes, não foi difícil se envolver e curtir o show. Logo depois entrou o The Horrors, soturno, intenso, trazendo a noite para o parque.
Até que, um pouco atrasado por causa do tumulto na fila, entrou Franz Ferdinand. Minhas expectativas para o show não eram muito altas, porque parei de acompanhar a banda no segundo disco, mas me surpreendi quando tocaram quase todas as músicas do primeiro disco, que é um dos mais marcantes da minha vida. Foi um hit atrás do outro, intercalados por algumas músicas novas (bem boas, por sinal). O público, o lugar, a banda, tudo conspirou para que o show fosse perfeito!
E FICA A DICA AÍ
pro festival dar mais atenção à fila no ano que vem… talvez distribuir senhas, colocar staff pra organizar as pessoas na fila, distribuir água para quem fica lá fora, mais policiais para fazer a revista de maneira mais ágil. Estão culpando as pessoas pelo tumulto mas NADA justifica a PM apontando armas e atirando bombas de gás no pessoal que só queria ver um show. A organização do festival não pode se isentar de toda culpa e espero que tenham aprendido para que a próxima edição seja ainda melhor.
Parque Lage – Rio de Janeiro
Não acredito que demorei tanto para conhecer o Parque Lage! O lugar é lindo e cheio de atrações. Tem a Escola de Artes Visuais, num prédio super bonito e com um jardim ótimo para piqueniques, além de um restaurante tipo bistrô super aconchegante e exposições de arte constantes. É legal explorar as mini grutas, o castelinho e as trilhas, onde somos observados pelos macacos-prego. Tem também um aquário construído todo com pedras, parece uma caverna. Vale a visita!
Fotos tiradas em: 20/05/2012
Câmeras: Canon G12 (tratadas no Photoshop) e iPod Touch (Instagram)
Sónar SP 2012
“Existe mais no Anhembi do que sonha nossa vã filosofia”
Meu objetivo no Sónar era ver a Björk. Mas ela cancelou, colocaram Kraftwerk no lugar, não empolguei muito (porque já vi duas vezes), então resolvi ir no segundo dia, que na minha opinião tinha um line-up mais completo e aproveitável.
Chegando no Anhembi, a grande surpresa de que o festival era todo montado no espaço de convenções, e não na péssima Arena. Todos os palcos eram cobertos, banheiros legais, acústica ótima, super estrutura! A organização só pecou com os atrasos nos shows, que atrapalhou muito os planos de quem queria ver várias bandas nos diferentes palcos. Nós, por exemplo, chagamos no Sonar Club achando que era hora do Justice, e o Twelves (que era a atração anterior) não tinha nem começado… Mas enfim, vamos aos shows!
O Cee Lo Green começou animado, mas assim que deu uma caída fomos ver o Mogwai, que estava destruindo tudo no Auditório Elis Regina, as pessoas “desacreditando” no que estavam presenciando, aquele momento de catarse. Quando deu o horário do Justice, saímos do Mogwai para descobrir que o Twelves nem tinha entrado ainda… De qualquer forma, ficamos por lá, acompanhamos todo o set do Twelves, que fez juz ao sucesso que tem no meio eletrônico. Não conhecia bem mas gostei muito, teve até homenagem pro Kraftwerk.
Até que chegou a hora do tão esperado Justice, e eu estava ansiosa mesmo tendo visto metade do show deles no Coachella. E não deu outra, o show foi sensacional! Devo admitir que boa parte do show ter sido bom é crédito do público, que não parou por um minuto (inclusive esta que vos fala)! O palco, o ânimo, a quantidade de pessoas, tudo jogou a favor dos franceses nesse show memorável.
E depois de tanto pular bateu aquele cansaço… deu pra dar uma espiadinha no que tocava nos outros palcos, sentar um pouco e depois conferir o Squarepusher. O som é legal, de qualidade, o show cheio de efeitos visuais, mas não é muito empolgante/dançante e às vezes parecia que o DJ estava se divertindo mais que o público. Depois foi ver um pedacinho do Totally Enormous Extinct Dinosaurs e ir embora acreditando um pouco mais nos festivais desse Brasil.
Outras impressões sobre o Sónar
PS: Prometo que o próximo post não vai ser sobre festival!
PS 2: As fotos estão péssimas porque levei uma câmera velha e menor em vez de levar a G12 :/
Coachella pt. 2: Como ir
INGRESSOS
O festival acontece sempre na segunda quinzena de abril, e mais ou menos 1 mês depois a organização já abre a pré-venda para o ano seguinte. A vantagem da pré-venda é que você compra mais tranquilo, porque nem todo mundo tem pique pra comprar ingresso 1 ano antes do evento, e eles também oferecem um parcelamento dos ingressos em 8 vezes (não sei se isso funciona para compras internacionais). O problema é que você compra às cegas, sem nenhuma ideia de qual será o line-up, mas num festival como esse com certeza vai ter meia dúzia de bandas que você não perderia (se você curte indie-rock-whatever e adjacências). E tanto na pré-venda como na venda oficial, você tem que comprar o passaporte para os 3 dias, mesmo se quiser ir num dia só.
Agora vamos falar sério: a pré-venda para 2013 começa nesta quinta feira, 17/05 às 10h de lá, ou seja, 14h no Brasil (horário de Brasília)! Eu comprei meu ingresso na pré-venda do ano passado, porque já tinha certeza que iria de qualquer jeito! A compra é feita pelo coachella.com, e é legal fazer o cadastro no site antes de abrirem as vendas.
Ao comprar seu ingresso:
- Evite usar cartão de crédito de terceiros, pois vão pedir seu documento e cartão na retirada dos ingressos (que é uma pulseira na verdade)
- Escolha o Will Call (retirar ingressos no local) pois eles não entregam o ingresso em endereços fora da América do Norte (EUA, Canadá e México)
Se não der pra comprar essa semana, tudo bem. A venda oficial ocorre no fim de janeiro, logo após o anúncio do line-up completo. Mas aí esgota rapidinho, tem que ficar ligado!
INGRESSO NA MÃO, E AGORA?
Agora é pensar onde você vai dormir nesses 3 dias. Existem várias opções:
- Camping normal: você paga por um espaço ali do lado do festival, leva sua barraca e é feliz. Tem que comprar o acampamento no mesmo momento que você comprar o ingresso.
- Car camping: É um camping com espaço suficiente para estacionar seu carro e mais um pouco para colocar uma barraca grande ou duas pequenas. Você pode levar barraca ou dormir no carro mesmo. Foi a minha opção, conto mais logo abaixo. Nas duas opções de camping não tem limite de pessoas, é pra quantas couberem!
- Acampamento VIP: São tendas que parecem ocas de indio, ficam na beira de um lago, têm cama, secador de cabelo e ar condicionado. Não deixa de ser um acampamento, mas custa muito mais que o acampamento normal e os hotéis.
- Pacotes: Você pode comprar um pacote que vem com ingresso, reserva num quarto de hotel em Indio ou Palm Springs para até 4 pessoas e transporte de ida e volta até o festival, todos os dias (mais informações aqui). Também dá pra encontrar um hotel por conta e comprar só o shuttle ou alugar um carro.
O QUE EU FIZ
Como fomos só eu e meu namorado, e eu não queria gastar muito e nem ficar me preocupando em como chegar e sair do festival, optei pelo Car Camping. Pegamos um vôo até Los Angeles e alugamos uma minivan com a ideia de dormir no carro mesmo, pra não ter que ficar carregando barraca na mala internacional, que já não é pequena. A van deitava todos os bancos de trás, então colocamos um colchão inflável por cima e ficou uma casinha perfeita!
Além disso, perto da data do festival os organizadores divulgaram o Zimride, site para pessoas que querem oferecer ou pegar carona se conectarem. Como teríamos lugares disponíveis na van, divulguei a carona lá e acabamos fechando com um pessoal que viajou e acampou com a gente, foi muito legal! Fizemos amigos e ainda dividimos as despesas de gasolina e camping.
O ACAMPAMENTO
O acampamento é bem equipado, tem mercadinho com utilidades pra comprar, cyber café com wifi grátis, não precisa sair dali pra nada. Vale dar uma olhada no site pra ver tudo o que tem. E uma questão muito importante: os chuveiros. Os chuveiros muito bons, se você considerar que se trata de um acampamento no meio do deserto. Tinham pressão e água quente, o que já é um luxo! No primeiro dia, a tiazinha que cuidava da fila deu a dica de que alguns chuveiros eram melhores porque tinham um compartimento pra deixar as suas coisas e se trocar, além do espaço do chuveiro em si. Tive a sorte de só usar esses, era confortável até. O problema maior eram as filas… mas fui sortuda também e só peguei fila de 1 hora em um dia, nos outros foi rapidinho.
AEROPORTOS
O aeroporto mais próximo é o de Palm Springs (1h de distância aproximadamente), mas o de Los Angeles (2h30 de estrada) tem mais oferta de vôos.
Site oficial com todas as informações: www.coachella.com (durante a pré-venda ele fica só pra vendas, mas depois volta mas é só rolar o site até o fim para acessar as informações do ano passado).
Acho que é isso… alguma dúvida, sugestão? Não estou dizendo que virei guru do Coachella só porque fui uma vez, mas acho legal compartilhar essas informações. Qualquer coisa, comenta que eu respondo
Coachella pt. 1: Como foi
Dando início às muitas postagens sobre a viagem que estão por vir, vou contar um pouco como foi a experiência dos 3 dias de Coachella, que foi o principal motivo da viagem no início. Queria ir nesse festival há um bom tempo, e depois de assistir YouTube no ano passado, decidi que eu iria esse ano de qualquer jeito!
Vou priorizar os shows nesse post, e na segunda parte falo mais da logística e estrutura no festival. Um fator a ser considerado: o segundo fim de semana desta edição do Coachella foi um dos mais quentes de todos! Sem exagero, eu nunca senti tanto calor na minha vida, é pior que o Rio de Janeiro no alto verão! Isso prejudica um pouco, já que era impossível ficar debaixo do sol antes das 16h e os 2 palcos principais eram a céu aberto. E a gente sempre acha que vai conseguir ver todos os shows mas no fim acaba não dando.
Breakbot | Gary Clark Jr | Neon Indian | Jimmy Cliff & Tim Armstrong | GIRLS | Arctic Monkeys | Pulp | Rapture | The Black Keys | Explosions in the Sky
A primeira parte do primeiro dia foi meio frustrante, com tanto calor não dava pra ficar circulando entre os palcos, só dava pra ficar o máximo possível nos palcos cobertos. Mas quando fui ver o Neon Indian no Outdoor Stage, o segundo palco, comecei a sentir o Coachella de verdade! Minha câmera morreu bem nessa hora
Vi o pôr do sol com Arctic Monkeys, comecei a noite com Pulp, testei os limites das minhas pernas (hehe) pra conseguir dançar com Rapture… E quando começou o Black Keys eu já não estava me aguentando em pé, vi metade do show e na outra metade já estava me preparando para ir embora… Espero que eles toquem no Planeta Terra esse ano, o show é muito bom e funcionaria perfeitamente com o público de 20-30 mil pessoas do nosso festival preferido no Brasil.
Queria ter visto: Yuck, Mazzy Star, Refused, The Black Angels
The Vaccines | Black Lips | Azealia Banks | Buzzcocks | Manchester Orchestra | Andrew Bird | Noel Gallagher | Feist | Bon Iver | Radiohead
O segundo dia tinha Radiohead, não dava pra se importar muito com as outras bandas. Cheguei pro finalzinho do Vaccines, vi todo o Buzzcocks (eu sei que eles vêm pra cá todo ano mas nunca tenho chance de ir) e um pedaço das outras bandas. Vi o show da Feist inteiro também, bem de pertinho, foi sensacional! Sacrifiquei o Miike Snow pra guardar energias para o Radiohead… não me arrependo não. Sobre o Radiohead não preciso dizer nada, a vida é completa depois de um show desses.
Queria ter visto: We Were Promised Jetpacks, Tune-Yards, Laura Marling, Miike Snow
Wild Flag | The Hives | Justice | Beirut | At the Drive-in | Florence + the Machine | Dr. Dre & Snoop Dogg
No último dia o corpo não estava aguentando muito… deixei de ver várias bandas da tarde, que possivelmente tocarão no Cine Jóia esse ano, e só fui depois do sol direto para o Wild Flag. Ver a Carrie Brownstein tão de pertinho foi um dos melhores momentos do festival pra mim! E depois veio uma sequência muito boa de bandas, dava direitinho pra ver um bom pedaço de cada uma delas, cada hora num palco! Foi o dia mais produtivo nesse sentido, e mais divertido também! Vi o show inteiro do At the Drive-In, ainda meio morto com Omar tristonho, mas mesmo assim foi absurdo! E o festival fechou com todos os rappers possíveis tocando seus hits, e é claro, o holograma… Não é minha praia, vi de longe, mas a produção do show estava bem legal e foi um jeito bem americano de encerrar essa edição do Coachella.
Queria ter visto: Metronomy, First Aid Kit, Wild Beasts , Santigold e Gotye (o palco dele estava LOTADO!)
Agora não sei o que vou fazer, porque eu quero muito voltar no ano que vem! Apesar do sol de rachar, o festival foi lindo, as instalações artísticas são demais, ver o sol se pondo no palco principal é inesquecível… Se você pensa em ir, junte sua grana e VÁ. Logo mais tem post com as dicas de como ir!
Para fotos profissionais de gente bonita no festival (mas tem gente feia lá também, não se engane): ihateflash.net/set/coachella






































